Iniciativa da inDrive prevê aportes de até US$ 250 mil em negócios fundados por mulheres

Iniciativa da inDrive prevê aportes de até US$ 250 mil em negócios fundados por mulheres

Mulheres ainda são minoria em cargos executivos, em posições de investimento e na liderança de grandes empresas. Mesmo com avanços importantes nos últimos anos, o mercado continua marcado por barreiras de acesso, menor visibilidade, dificuldade de captação e menor presença feminina em espaços de decisão estratégica.

Esse cenário é ainda mais evidente no universo das startups. Muitas fundadoras enfrentam uma jornada mais difícil para acessar capital, construir redes de relacionamento, negociar com investidores e ganhar credibilidade, mesmo quando seus negócios apresentam tração, inovação e potencial de crescimento.

Foi nesse contexto que a inDrive, plataforma global de mobilidade e serviços urbanos, lançou a Aurora Ventures, um programa de investimentos voltado a mulheres fundadoras em mercados emergentes. A iniciativa prevê aportes de até US$ 250 mil por startup e pretende apoiar entre cinco e sete empresas em 2026, com foco inicial na América Latina, África e Oriente Médio.

Aurora Ventures quer investir em fundadoras subvalorizadas

A Aurora Ventures nasce como um projeto-piloto da inDrive para identificar startups em estágio inicial, especialmente pre-seed e seed, lideradas por mulheres. Inicialmente, os investimentos serão realizados diretamente pelo balanço da inDrive. A expectativa é validar a tese em 2026 e estruturar a operação como um fundo formal em 2027.

Segundo Isabella Ghassemi-Smith, Head da Aurora Ventures, o objetivo é provar que existe um pipeline de fundadoras subvalorizadas e com alta performance. A executiva afirma que a ideia surgiu após anos acompanhando startups femininas no Aurora Tech Award, premiação criada pela inDrive em 2021 para apoiar mulheres fundadoras de startups de tecnologia.

“Víamos empresas com métricas semelhantes às de fundadores homens levantando capital mais tarde e com valuations menores. Pensamos: isso é uma oportunidade de arbitragem”, disse Isabella ao Startups.

A fala toca em um ponto central do mercado: muitas vezes, o problema não está na falta de competência das mulheres empreendedoras, mas na forma como o ecossistema avalia, financia e legitima seus negócios.

Quem é Isabella Ghassemi-Smith

À frente da Aurora Ventures está Isabella Ghassemi-Smith, profissional com mais de uma década de experiência no mercado, formada pela London School of Economics and Political Science. Sua trajetória passa por venture capital, startups e mídia, com foco em apoiar fundadoras e ampliar o acesso de mulheres a capital, redes e oportunidades.

Em entrevista à revista Medium, Isabella contou que sua mudança de trajetória começou quando passou a se perguntar o que realmente a fazia acordar todos os dias. Apesar de ter um bom trabalho em venture capital, ela não encontrava propósito no que fazia. A virada veio quando começou a refletir sobre sua “área de genialidade” e percebeu que seu talento estava em deixar as pessoas melhores do que as encontrou.

Essa inquietação a levou a criar um podcast com histórias de mulheres. Segundo ela, foi justamente esse projeto pessoal, e não apenas seus anos de experiência em venture capital, que abriu caminho para sua chegada à inDrive. Hoje, Isabella lidera uma iniciativa global para apoiar mulheres que constroem empresas em mercados emergentes.

A trajetória dela também revela uma mensagem importante para mulheres que desejam chegar a cargos de liderança: muitas vezes, a carreira muda quando a profissional deixa de esperar uma oportunidade perfeita e começa a construir algo conectado ao seu propósito.

Capital, conexão e comunidade

A Aurora Ventures não pretende oferecer apenas investimento financeiro. A iniciativa também prevê suporte estratégico às startups selecionadas, incluindo acesso a redes globais, conexões com investidores, tomadores de decisão, mentorias e orientação operacional.

Para Isabella, um dos maiores desafios das fundadoras é justamente a falta de acesso às pessoas certas. Muitas empreendedoras não precisam apenas de conselho, mas de portas abertas. Em sua entrevista à Medium, ela reforça essa diferença ao afirmar que mentoria é valiosa, mas patrocínio profissional muda vidas. Ou seja, não basta alguém orientar: é preciso alguém que coloque a mulher na sala onde as decisões acontecem.

Esse ponto também vale para a carreira executiva. Mulheres que desejam crescer em empresas, assumir cargos de liderança ou empreender precisam de formação, rede, visibilidade e autoconfiança para ocupar espaços estratégicos. O mercado está mudando, mas a preparação continua sendo decisiva.

O Brasil na rota das startups lideradas por mulheres

O Brasil tem papel relevante na estratégia da Aurora Ventures. O país já aparece com destaque no Aurora Tech Award, cuja edição de 2026 recebeu quase 3,5 mil inscrições e teve a brasileira Mariana Zuliani, entre as finalistas, fundadora da OncoAI, plataforma que utiliza inteligência artificial para apoiar profissionais de saúde e pacientes oncológicos

Para a inDrive, o dinamismo do ecossistema brasileiro de startups torna o país um mercado estratégico para o crescimento do programa. Isabella afirma que o Brasil é uma oportunidade, especialmente porque muitas empresas construídas na América Latina enxergam o país como porta de entrada por causa do tamanho de sua economia.

A estratégia da Aurora Ventures será baseada em teses regionais. Na América Latina, o foco está em fintechs voltadas para populações desbancarizadas e soluções de crédito para microempresas. Na África, agritechs aparecem com mais força. Ainda assim, a iniciativa será agnóstica em relação a setor e modelo de negócio, desde que a solução tenha impacto real e potencial de crescimento.

Liderança feminina também é estratégia de mercado

A criação da Aurora Ventures reforça uma tendência importante: o mercado está olhando com mais atenção para negócios liderados por mulheres, não apenas por uma questão social, mas também por estratégia. Empresas fundadas por mulheres podem enxergar problemas negligenciados, construir culturas mais colaborativas, operar com eficiência de capital e desenvolver soluções mais conectadas às necessidades reais da sociedade.

Na entrevista à Medium, Isabella defende que mulheres líderes costumam perceber sistemas, identificar lacunas invisíveis e construir considerando impacto desde o início. Para ela, mulheres frequentemente assumem riscos mais inteligentes porque foram condicionadas a pensar vários passos à frente.

Essa visão ajuda a reposicionar o debate. Liderança feminina não é apenas uma pauta de representatividade. É também uma discussão sobre inovação, competitividade, tomada de decisão e construção de empresas mais preparadas para lidar com mudanças.

Em um mundo empresarial cada vez mais exigente, iniciativas como a Aurora Ventures mostram que há espaço para mulheres que desejam empreender, liderar equipes, ocupar cargos executivos e construir negócios com impacto.

Uma inspiração para mulheres que querem chegar à liderança

A história de Isabella Ghassemi-Smith e o lançamento da Aurora Ventures podem servir de inspiração para mulheres que desejam crescer profissionalmente. A mensagem central é clara: liderança não nasce apenas de oportunidade, mas de preparo, visão, coragem e capacidade de tomar decisões.

Para mulheres que estão começando a carreira, que desejam empreender ou que sonham em assumir cargos de gestão, a formação em Administração pode ser um caminho estratégico. Administrar exige planejamento, liderança, análise de riscos, gestão de pessoas, controle de processos, visão financeira, comunicação e capacidade de transformar ideias em resultados.

Essas são competências essenciais tanto para quem deseja construir uma empresa quanto para quem quer crescer dentro de organizações públicas, privadas ou do terceiro setor.

Administração como caminho para empreender e liderar

A Graduação em Administração de Empresas da Faculdade ICTQ prepara profissionais para atuar em diferentes níveis organizacionais, incluindo supervisão, coordenação, gerência e direção. A formação desenvolve competências ligadas à liderança, planejamento, gestão de pessoas, empreendedorismo, controle de processos, alocação de recursos e tomada de decisão estratégica.

Para quem deseja empreender, o curso também oferece base para analisar riscos, estruturar negócios, controlar custos, planejar crescimento e tomar decisões com mais segurança. Para quem deseja seguir carreira executiva, a graduação ajuda a construir visão sistêmica sobre empresas, equipes, mercado e resultados.

A Aurora Ventures mostra que o mercado está buscando iniciativas inovadoras, lideranças preparadas e negócios capazes de gerar impacto real. Para mulheres que desejam ocupar esse espaço, a qualificação pode ser o primeiro passo para transformar ambição em trajetória, ideia em empresa e potencial em liderança.

Conheça o programa completo da graduação, clicando aqui.

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